*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade
A sensação de voltar após longo tempo foi reveladora. Já desconfiava, mas tive a certeza do quanto esse trabalho faz falta e já é uma peça no quebra-cabeça da minha vida. Como também pensava, a personagem e sua criadora, se pode ser considerada assim, possuem a mesma essência. Mas reencontrar a Drª Risadinha e o Dr. Caboclinho depois de quase três meses foi uma satisfação para lá de especial. Só espero que não fiquemos longe assim ... nunca mais. Senti saudades. De verdade. Após sairmos da primeira clínica naquela dia, andando no corredor...eu e Caboclinho cantamos juntos e baixinho "Estou de volta pro meu aconchego. Trazendo na mala bastante saudade, querendo um sorriso sincero, um abraço para aliviar meu cansaço e toda essa minha vontade...Me alegro na hora de regressar, parece que eu vou mergulhar na felicidade sem fim."
Ah, tivemos também a felicidade de voltar atuando junto com os amigos Dr.Polenticão, Dr. Papaióli e Dra. Rouxinhoque.O reencontro dessa turma parecia uma verdadeira feira no hospital. Por pouco a equipe do hospital não nos manda passear ... literalmente.
Mas amansados os ânimos ... como fazia um sábado ensolarado, não pegaram no nosso pé. Para variar aproveitamos para cantar um pouquinho e conhecer a Jéssica.
Drª Risadinha: Você gosta de cantar o quê?
Jéssica: Qualquer uma.
Putz, de novo essa história rs... fala um cantor, um ritmo, qualquer coisa.
Jéssica: Gosto do Legião Urbana.
Ah! Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê que o caminho é um só. Foi então que o Dr. Polenticão soltou essa: - Nossa adoro esse cantor...o Dinho Ouro Preto. É melhor não contrariar.
E emendamos todos numa só voz...
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Tão Jovens! Tão Jovens!...
Esse blog foi criado para divulgar o trabalho do Canto Cidadão, Organização Não Governamental (ONG), da qual a Drª Risadinha Risolina é voluntária. Nesta página você lerá textos que expressam as experiências que tenho vivido.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Trazendo na mala bastante saudade
sábado, 22 de maio de 2010
Prazer em te conhecer!

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade
Cada vez que fazemos uma nova visita fico impressionada com o número de pessoas interessantes que conhecemos. Nesta última, por exemplo, foi marcante a quantidade de amantes de livros. Saímos do hospital até com lista de indicações. Márcia ficou alguns minutos comentando sobre os volumes e trilogias que lê sem parar. Detalhe: ela tem 82 anos e uma memória de dar inveja a muito garotinho. O exercício do cérebro pelo jeito funciona mesmo.
A amiga de quarto de Márcia, Zélia, encasquetou que o cabelo da Drª Risadinha era de mentira. Como pode? Tive que deixar a bendita puxar a minha trança para se certificar. A sorte que ela não puxou muito (risos).
Zélia - Nossa, que cabelo lindo. É verdadeiro.
Ufa! Finalmente ela acreditou.
No outro quarto, Mara falava que estava feliz por estar casada com Carlos (ele a acompanhava) há um ano. Mas a vizinha de leito, Luiza, disse que se separou depois de 32 anos de casório e não quer outra vida.
Luiza - Melhor ficar sem ele (marido).
Luiza aproveitou até para fazer piadinha.
- Sabe qual é a única mulher que sabe onde o marido está?
- Qual?
- A viúva.
Só para fechar esse dia por aqui, pois aconteceu ainda muita coisa, entre cantorias desafinadas e outras emoções lembro do seu Sebastião. Fiz uma pergunta para testar sua memória.
- O senhor tem quantos filhos?
- Treze (13). Mas esses são os que foram registrados.
sábado, 24 de abril de 2010
Água mole em pedra dura...

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade
Parecia que os ventos do bom humor não iriam soprar no atendimento de hoje, pois de cara conhecemos o César que não queria papo. Mas como somos duros na queda, nós dedicamos ao mal humorado em questão. Uns 10 minutos depois para a surpresa geral era ele quem nos fazia sorrir. O motivo, é que o colega ao lado era corintiano roxo e fizemos questão de cantar o hino do Timão. Foi então que descobrimos um palhaço em nosso meio.
Cesar – Nossa, está doendo tudo. Ai, ai, ai...essa música horrível, meus ouvidos.
E, assim, ele ficou brincando até a gente cantar o hino do São Paulo. E a dor passou de repente rs.
Em outro quarto descobrimos que aquela música Fio de Cabelo foi composta pelo Roberto Carlos. Ops!Que o cara é o rei até no hospital vocês já sabem, mas daí a atribuir todas as músicas a ele é exagero.
Pois é, mas a Carolina jurava de pé junto que a bendita música era do rei. Beleza, melhor não contrariar. Mas o Caboclinho dizia que era do Chitãozinho e Xororó. Eu sinceramente achava que essa história estava mal contada. Por isso, fui pesquisar e descobri que a canção que deve ter sido tema de várias histórias de amor foi composta por Marciano e Darci Rossi. My god! Nunca iria acertar. Santo Google.
Mas bora pros finalmentes...Então, atendemos os pedidos de todas as outras amigas e, antes tarde do que nunca, fomos cantar a escolhida por Carolina.
Nesse momento entrou uma enfermeira no quarto.
Drª Risadinha: Agora, vamos cantar Fio de Cabelo do rei Roberto Carlos
Imaginem uma pessoa gargalhando sem parar. A enfermeira quase teve um troço.
Drª Risadinha: Minha filha está passando mal?
Enfermeira: É porque não sabia que essa música era do Roberto Carlos. Jurava que era de outra pessoa.
Dr. Caboclinho: Mas foi a Carolina que disse que era.
Carolina: Mas não é?
Imaginem um monte de loucos quase rolando no chão de tanto rir. Até os funcionários vieram ver se alguém precisava de cuidados médicos.
Para encerrar a maravilha dessa cena entoamos todos juntos.
Nunca tinha pensado que essa música pudesse ser tão engraçada.
Quando a gente ama
Qualquer coisa serve para relembrar
Um vestido velho da mulher amada
Tem muito valor
Aquele restinho do perfume dela que ficou no frasco
Sobre a penteadeira
Mostrando que o quarto
Já foi o cenário de um grande amor
E hoje o que encontrei me deixou mais triste
Um pedacinho dela que existe
Um fio de cabelo no meu paletó
Lembrei de tudo entre nós
Do amor vivido
Aquele fio de cabelo comprido
Já esteve grudado em nosso suor
Quando a gente ama
E não vive junto da mulher amada
Uma coisa à toa
É um bom motivo pra gente chorar
Apagam-se as luzes ao chegar a hora
De ir para a cama
A gente começa a esperar por quem ama
Na impressão que ela venha se deitar
E hoje o que encontrei me deixou mais triste
Um pedacinho dela que existe
Um fio de cabelo no meu paletó
Lembrei de tudo entre nós
Do amor vivido
Aquele fio de cabelo comprido
Já esteve grudado em nosso suor
quarta-feira, 14 de abril de 2010
No pé do Dr.Caboclinho
*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade

Nem bem começamos o dia e o Dr.Caboclinho foi logo fazendo amizade com a Ana, bebê de um ano e meio, que andava serelepe na sala de espera. Nossa, foi difícil deixar o local. A Ana abriu o bocão buáááááááááá, pois queria ir atrás do Caboclinho, que saiu com o coração partido, mas precisava continuar com o atendimento.
Depois, conhecemos Samuel que encasquetou: Caboclinho deveria se chamar Paulo.
Dr. Caboclinho: - Não, meu nome é Caboclinho
Samuel: - Mas você tem cara de Paulo. Não é possível. Você deveria se chamar Paulo
Dr. Caboclinho: - Então tá. Pode me chamar do que quiser
Que bom! Finalmente chegaram a um consenso para começarmos a cantarolar uma das músicas preferidas de Samuel.
Caminhoneiro
Roberto Carlos (Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Porque eu penso nela no caminho
Imagino seu carinho
E todo o bem que ela me faz
A saudade então aperta o peito
Ligo o rádio e dou um jeito
De espantar a solidão
Se é de dia eu ando mais veloz
E à noite todos os faróis
Iluminando a escuridão
Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
Já rodei o meu país inteiro
E como bom caminhoneiro
Peguei chuva e cerração
Quando chove o limpador desliza
Vai e vem o pára-brisa
Bate igual meu coração
Doido pelo doce do seu beijo
Olho cheio de desejo
Seu retrato no painel
É no acostamento dos seus braços
Que eu desligo meu cansaço
E me abasteço desse mel
Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Olho o horizonte e vou em frente
Tô com Deus e tô contente
O meu caminho eu sigo em paz

Nem bem começamos o dia e o Dr.Caboclinho foi logo fazendo amizade com a Ana, bebê de um ano e meio, que andava serelepe na sala de espera. Nossa, foi difícil deixar o local. A Ana abriu o bocão buáááááááááá, pois queria ir atrás do Caboclinho, que saiu com o coração partido, mas precisava continuar com o atendimento.
Depois, conhecemos Samuel que encasquetou: Caboclinho deveria se chamar Paulo.
Dr. Caboclinho: - Não, meu nome é Caboclinho
Samuel: - Mas você tem cara de Paulo. Não é possível. Você deveria se chamar Paulo
Dr. Caboclinho: - Então tá. Pode me chamar do que quiser
Que bom! Finalmente chegaram a um consenso para começarmos a cantarolar uma das músicas preferidas de Samuel.
Caminhoneiro
Roberto Carlos (Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos)
Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Porque eu penso nela no caminho
Imagino seu carinho
E todo o bem que ela me faz
A saudade então aperta o peito
Ligo o rádio e dou um jeito
De espantar a solidão
Se é de dia eu ando mais veloz
E à noite todos os faróis
Iluminando a escuridão
Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
Já rodei o meu país inteiro
E como bom caminhoneiro
Peguei chuva e cerração
Quando chove o limpador desliza
Vai e vem o pára-brisa
Bate igual meu coração
Doido pelo doce do seu beijo
Olho cheio de desejo
Seu retrato no painel
É no acostamento dos seus braços
Que eu desligo meu cansaço
E me abasteço desse mel
Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela
Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais
Olho o horizonte e vou em frente
Tô com Deus e tô contente
O meu caminho eu sigo em paz
Assinar:
Postagens (Atom)