Esse blog foi criado para divulgar o trabalho do Canto Cidadão, Organização Não Governamental (ONG), da qual a Drª Risadinha Risolina é voluntária. Nesta página você lerá textos que expressam as experiências que tenho vivido.



sexta-feira, 22 de maio de 2009

Meus 12 anos


*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade

Catarina mora há 30 anos em São Paulo, mas é baiana. Nos contagiamos com seu entusiasmo e, isso, porque acabara de ter uma forte febre. Ela nos contou a primeira vez que ela, com 12 anos, os irmãos e amigos conheceram a cidade mais próxima, que hoje considera pequena. Até então nunca tinham saído da roça onde moravam no sertão nordestino.
Todo mundo subiu no caminhão, o conhecido pau de arara. Eis que no meio do caminho o motorista parou e foi logo perguntando aos passageiros de primeira viagem.
- Quem nunca foi à cidade?
As crianças, inclusive Catarina foram levantando os braços ansiosos.
Passageiros: -Eu, eu, eu...
Motorista: - Pois então, quem nunca foi precisa pegar um pedaço de bosta de gado (isso mesmo que estão pensando) e uma pedrinha e guardar no bolso. Daí antes de entrarem na cidade coloquem na boca para que os dentes não caiam.
Catarina: - Ao menos a bosta era seca (risos).
Os inocentes trataram logo de pegar os ‘objetos recomendados’ e guadaram nos bolsos, mas para a sorte deles graças a Deus existem as mães que impediram os benditos de comerem bosta de vaca só para conhecer a cidade grande.
- Menina pára com isso, esse homem é um besta.
Enquanto isso na cabine do velho caminhãozinho o motorista ria sozinho da travessura. Parece que ele também não deixou de ser criança.
Mas a história de Catarina não termina por aí, ela se lembrou de vários casos desse dia de aventura.
Catarina: - Tinha um vizinho que experimentou sorvete e gostou tanto que resolveu levar uns para a esposa e os filhos. Mas como não estava acostumado com a novidade colocou nos bolsos...quando nos encontramos para ir embora, um senhor perguntou: - Mais Gesivaldo tu fez xixi nas calças? - Não rapaz é que comprei uns geladinhos para a mulher e as crianças, mas virou água.

No outro quarto...A fuga
Não é raro encontrar pacientes pelos corredores dando uma voltinha para esticar as canelas e sempre soltamos – Não vai fugir hein? Mas conversando com Celso... e papo vai papo e vem descobrimos que ele realmente já fugiu do hospital. Crianças não tentem fazer isso. Ele nos contou que o fato aconteceu na primeira internação, pois estava aflito em permancer no hospital. A estratégia dele vale uma cena de filme. Se trocou no banheiro, despistou os funcionários, entrou na administração na calada da noite, pulou uma janela que dava para a rua e foi embora. Momentos depois o celular de Celso toca ... era o pessoal do hospital desesperados.
Celso onde você está? Vamos te buscar.
Não aguentei ficar aí. Estou em casa, amanhã volto.
E, assim, ele voltou por conta própria e admitiu que isso não foi bom, pois apesar das dificuldades do tratamento sua atitude foi uma forma de fugir de seu problema

2 comentários:

rosa_marina disse...

legal!
sou sua fâ
Mande sempre suas aventuras, gosto muito
um grande bj
dra.Cricriléia Pasta Choca

Taty disse...

Caramba...dessa vez você caprichou hein...

Achei no mínimo curiosa a história do paciente que fugiu. É engraçado como nós, adultos, tentamos algumas vezes fugir dos nossos problemas, como se com isso, ele desaparecessem misteriosamente.

Ainda bem que tudo deu certo no fim.

Um super bjo amiga!

E que Deus te ilumine