*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade
Entre encontros e desencontros a Drª Risadinha resolveu encarar o desafio de atuar sozinha neste sábado. Mais com a cara do que com a coragem (rs). Porém, o resultado saiu bem melhor do que ela imaginava. Nos primeiros minutos conheci a Carmem no corredor, que olhava a paisagem pela janela. “Nunca tinha pensado que teria vista tão bela de um hospital.” Ela dizia isso enquanto eu brincava falando para que tirasse o cavalinho da chuva, pois não iria fugir (os pacientes são facilmente identificados com aquele avental). “Imagina, só estou admirando a paisagem.” Demos boas gargalhadas sobre vários assuntos e nos despedimos.
Em seguida, na UTI, tive o privilégio de trocar umas poucas palavras com Adriano, jardineiro há 20 anos. Ele calmamente explicava que é um homem muito calmo e não sabia porque mesmo assim teve um infarto. Perguntei qual é a estação que ele mais gosta.
Adriano: - A primavera, pois é quando as flores desabrocham. Fico feliz.
Confesso que aprendi mais uma lição... entre tantas que já perdi a conta e me surpreendo positivamente cada vez mais. Agora, foram duas primas adolescentes. Uma delas de 15, Raquel está internada na UTI, a outra, de 16, Karen é a acompanhante oficial, não desgruda da melhor amiga como elas mesmas se apresentaram. O pai de Karen trouxe televisão e quase uns 10 dvd’s para a sobrinha passar o tempo. Elas foram logo escolhendo.
Raquel: – Mas não vou assistir tudo aqui.
Drª Risadinha: - Gostei muito de vocês, são muito alto astral. E a Raquel, que tinha parte do rosto paralisado, não mediu esforços para dizer: - Somos gente boa e acenou com um joinha com o polegar. Todo mundo riu. Aí Raquel. Essa guerreira ainda vai viver muito para aproveitar todos os momentos ao lado de sua prima irmã. Vida longa meninas!!!
Constatei de novo que a vida é mesmo rara e ela pode ser maravilhosa a cada respiração basta olhar de novo e de novo uma mesma cena, mas sob um novo ângulo. Não se surpreenda caso encontre uma nova razão para viver.
Esse blog foi criado para divulgar o trabalho do Canto Cidadão, Organização Não Governamental (ONG), da qual a Drª Risadinha Risolina é voluntária. Nesta página você lerá textos que expressam as experiências que tenho vivido.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Quem acredita sempre alcança
Assista matéria falando exatamente sobre o último post. Ser voluntário é muito gratificante, mas o compromisso é essencial. Apesar das etapas apresentadas te dou uma dica: o segredo é não desistir jamais. Quem acredita sempre alcança!
http://g1.globo.com/videos/jornal-hoje/v/tres-mil-candidatos-aguardam-para-fazer-trabalho-voluntario/1471253/
http://g1.globo.com/videos/jornal-hoje/v/tres-mil-candidatos-aguardam-para-fazer-trabalho-voluntario/1471253/
quarta-feira, 16 de março de 2011
Seja um voluntário!

Há algum tempo quero falar sobre como se tornar um voluntário. Isso porque várias pessoas já me perguntaram que caminho seguir. De antemão, adianto que nada acontecerá como num passe de mágica. As oportunidades estão por aí, porém, mais que boa vontade é preciso como em todas as áreas da vida ter um mínimo de esforço. Então, vamos lá. Uma dica interessante é acessar o site do Centro de Voluntariado de São Paulo http://www.voluntariado.org.br/organizacoes_sociais/cadastramento.htm e agendar uma data para assistir a palestra gratuita sobre “Voluntariado e Transformação Social” no CVSP pelos telefones 3284-7171 ou por e-mail: voluntariado@voluntariado.org.br. Enfim, já participei de duas palestras com o pessoal do CVSP e garanto que são ótimas.
Vale lembrar que o papel do pessoal do Centro não é fazer as coisas por você, mas te mostrar um norte nesta nova empreitada. De repente, te indicar uma ONG (Organização Não Governamental) que desenvolva um trabalho pelo qual você se identifique. Agora, mãos à obra. É preciso dar o primeiro passo.
“Lembre-se que se algum dia você precisar de ajuda, você encontrará uma mão no final do seu braço. À medida que você envelhecer, você descobrirá que tem duas mãos - uma para ajudar a si mesmo, e outra pra ajudar aos outros.” Audrey Hepburn
“Não existe outra via para a solidariedade humana senão a procura e o respeito da dignidade individual.” Pierre Lecomte Du Nouy
segunda-feira, 7 de março de 2011
Hora de viver
Ouvi uma música do Paulinho Moska e refleti sobre a importância de aproveitar o caminho. Simples assim. Saborear cada passo antes de uma conquista, de atingir uma meta, da realização de um sonho. Não é necessário que o momento que antecede a concretização do desejo seja enfadonho. Não pule etapas ou faça tudo por fazer. É magnífico estar de corpo e alma presente em tudo que fizer. Tudo têm novo significado. E isso também é inerente ao trabalho voluntário. Neste caso o objetivo é agir em prol de alguém, mas se fizer por obrigação não valerá a pena. Por isso, viva o hoje, valorize tudo e todos que têm e estão à sua volta. Amanhã será outro dia. O dia de colher o que plantou hoje. Agora, é hora de semear com qualidade e ver a plantação crescer devagarinho, sem pressa. É hora de viver.
Devagar, Divagar ou Devagar
Paulinho Moska
Foi bom me avisar
Que a ponte estava livre
Mas não era fácil atravessar
E lá foi bom me despistar
Mas seu mapa era tão lindo
Que eu não consegui me desgrudar (me desgrudar)
E se ainda não cheguei
É porque gosto de parar
Em cada esquina devagar
Pelo caminho que me leva
Até você me encontrar
A um passo de acertar
O tempo das sementes
Que já começaram a brotar
Então vá, vá colher e abraçar
Que as flores estão vivas
Perfumando a casa em que vamos morar
E se ainda não cheguei
É porque gosto de parar
Em cada esquina devagar
Pelo caminho que me leva
Até você me encontrar
Me espere pro jantar
Tô indo com amigos
Por quem acabei de me apaixonar
Me dá, vontade que me dá
Saudade que só passa
Tendo eu e você no mesmo lugar
E se ainda não cheguei
É porque gosto de parar
Em cada esquina devagar
Pelo caminho que me leva
Até você me encontrar
Gosto de parar
Em cada esquina devagar
Pelo caminho que me leva
Até você me encontrar
Devagar, Divagar ou Devagar
Paulinho Moska
Foi bom me avisar
Que a ponte estava livre
Mas não era fácil atravessar
E lá foi bom me despistar
Mas seu mapa era tão lindo
Que eu não consegui me desgrudar (me desgrudar)
E se ainda não cheguei
É porque gosto de parar
Em cada esquina devagar
Pelo caminho que me leva
Até você me encontrar
A um passo de acertar
O tempo das sementes
Que já começaram a brotar
Então vá, vá colher e abraçar
Que as flores estão vivas
Perfumando a casa em que vamos morar
E se ainda não cheguei
É porque gosto de parar
Em cada esquina devagar
Pelo caminho que me leva
Até você me encontrar
Me espere pro jantar
Tô indo com amigos
Por quem acabei de me apaixonar
Me dá, vontade que me dá
Saudade que só passa
Tendo eu e você no mesmo lugar
E se ainda não cheguei
É porque gosto de parar
Em cada esquina devagar
Pelo caminho que me leva
Até você me encontrar
Gosto de parar
Em cada esquina devagar
Pelo caminho que me leva
Até você me encontrar
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