Pós-carnaval e o clima de festa ainda estava no ar.
O João pediu uma música para o Caboclinho: Casinha de palha.
Um pedido desses é uma ordem.
Dr.Caboclinho e Drª Risadinha: Casinha de palha lá no ribeirão...esse é o Brasil caboclo, esse é o meu sertão.
E o nosso amigo João ‘caiu do cavalo’, pois pensou que não sabíamos a letra, já que é uma música um pouco antiga. Mais tarde nos confessou que é músico e tem 600 músicas no repertório.
Victor é skatista e nas outras horas vagas também gosta de surfar. Com essa mania nem a piscina escapou.
- Primeiro coloco uma “prancha” na água, coloco um rock bem alto, saio correndo e surfo (ou melhor desliza na piscina).
DrªRisadinha alerta: crianças não tentem fazer isso em casa.
Agora, a festa aconteceu mesmo no quarto de dona Irene se esbaldou com as marchinhas de carnaval. Mamãe eu quero, mamãe eu quero Mamãe eu quero mamar! Dá a chupeta, dá a chupeta, ai, dá a chupeta ...
Eu mato, eu mato quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato. Minha cueca tava lavada foi um presente que ganhei da namorada.
O nosso amigo Osmar lembrou que subia pela escada de serviço e distraía os seguranças. Tudo para participar dos bailes na década de 60.
- Oh abre alas que eu quero passar...
Francisco participou por anos do carnaval de rua, em Rio Manso/ Bahia.
Após essa folia toda saímos do hospital cantando ...Você pensa que cachaça é água, cachaça não é água não. Cachaça vem do alambique e água vem do ribeirão
Todos os relatos são baseados em fatos reais, porém, os nomes dos personagens são fictícios para preservar sua identidade.
Esse blog foi criado para divulgar o trabalho do Canto Cidadão, Organização Não Governamental (ONG), da qual a Drª Risadinha Risolina é voluntária. Nesta página você lerá textos que expressam as experiências que tenho vivido.
domingo, 24 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Noite de Natal
Estou muito atrasadaaaaaa, mas é preciso relatar que era 26 de dezembro e o pai de Iuri aguardava ansioso por seu nascimento. Não pudemos esperar, mas deixamos a energia positiva e votos de felicidade.
Ao entrarmos na clínica encontramos a dupla dinâmica: Almir e Élio. Eles passaram o natal em casa. Voltaram no mesmo horário hoje e por força do destino continuam a ser companheiros de quarto.
Seu Oscar tem 10 filhos. Ele passou mal na véspera de natal e os filhos se revezavam para não deixa-lo por nenhum momento sozinho. Pelo jeito valeu a pena ter sonhado junto com a esposa com o time de futebol. Ah, como lembrou o Dr. Caboclinho o time está completo, pois seu Oscar sempre jogou no gol.
No outro quarto Marilene nos mostra tudo o que recebeu no natal: fotos da família inteira, bombons, flores e cartão do namorado e fez questão de nos mostrar cada detalhe, cada foto. Os filhos e netos passaram o natal com ela no hospital.
Infelizmente nem todos contam com tamanho carinho. Alguns pacientes passaram a noite de Natal no hospital e não receberam sequer uma visita.
Seu Dário teve um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou muito feliz e emocionado em nos ver.
Dário: Obrigada por estarem aqui.
Dr. Caboclinho: Nós que agradecemos por sua companhia e garra.
DrªRisadinha: A gente nunca se esquece dos amigos.
E o querido Dário sorriu ainda mais.
No outro quarto Paulo, de 70 anos, também passou o natal no hospital.
Morador da baixada santista, nos contou que em sua juventude adorava sair correndo e pegar um onda numa sonrisal (uma tábua redonda de madeira, usada entre as décadas de 60 e 80). Lógico que não podia perder a oportunidade:
- Mas você ainda é tão jovem. Topa pegar uma onda? É só combinar que apareço na praia.
Para finalizar o plantão de hoje, descobrimos que um dos seguranças está apaixonado e os amigos da onça que ele tem nos ajudaram a cantar:
É o amor que mexe com minha cabeça e me deixa assim. Aposto que vocês não agüentam mais essa música. Mas como eu amo vão ter que agüentar. É o amor ... kkkk
Todos os relatos são baseados em fatos reais, porém, os nomes dos personagens são fictícios para preservar sua identidade.
Ao entrarmos na clínica encontramos a dupla dinâmica: Almir e Élio. Eles passaram o natal em casa. Voltaram no mesmo horário hoje e por força do destino continuam a ser companheiros de quarto.
Seu Oscar tem 10 filhos. Ele passou mal na véspera de natal e os filhos se revezavam para não deixa-lo por nenhum momento sozinho. Pelo jeito valeu a pena ter sonhado junto com a esposa com o time de futebol. Ah, como lembrou o Dr. Caboclinho o time está completo, pois seu Oscar sempre jogou no gol.
No outro quarto Marilene nos mostra tudo o que recebeu no natal: fotos da família inteira, bombons, flores e cartão do namorado e fez questão de nos mostrar cada detalhe, cada foto. Os filhos e netos passaram o natal com ela no hospital.
Infelizmente nem todos contam com tamanho carinho. Alguns pacientes passaram a noite de Natal no hospital e não receberam sequer uma visita.
Seu Dário teve um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou muito feliz e emocionado em nos ver.
Dário: Obrigada por estarem aqui.
Dr. Caboclinho: Nós que agradecemos por sua companhia e garra.
DrªRisadinha: A gente nunca se esquece dos amigos.
E o querido Dário sorriu ainda mais.
No outro quarto Paulo, de 70 anos, também passou o natal no hospital.
Morador da baixada santista, nos contou que em sua juventude adorava sair correndo e pegar um onda numa sonrisal (uma tábua redonda de madeira, usada entre as décadas de 60 e 80). Lógico que não podia perder a oportunidade:
- Mas você ainda é tão jovem. Topa pegar uma onda? É só combinar que apareço na praia.
Para finalizar o plantão de hoje, descobrimos que um dos seguranças está apaixonado e os amigos da onça que ele tem nos ajudaram a cantar:
É o amor que mexe com minha cabeça e me deixa assim. Aposto que vocês não agüentam mais essa música. Mas como eu amo vão ter que agüentar. É o amor ... kkkk
Todos os relatos são baseados em fatos reais, porém, os nomes dos personagens são fictícios para preservar sua identidade.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Algumas maneiras de fazer alguém feliz
Dê um beijo. Um abraço. Um passo em sua direção.
Aproxime-se sem cerimônia.Dê um pouco de calor, do seu sentimento.
Assente-se bem perto e deixe ficar algum tempo ou muito tempo.
Não conte o tempo de se dar.
Aprenda a burlar a superficialidade.
Sonhe o sonho, sem duvidar.
Deixe o sorriso acontecer.
Liberte um imenso sorriso.
Rasgue o preconceito.
Olhe nos olhos.
Aponte um defeito, com jeito.
Respeite uma lágrima.
Ouça uma história ou muitas, com atenção e sem criticar ou investigar.
Escreva uma carta e mande.
Irradie simplicidade, simpatia, energia.
Num toque de três dedos, observe as “coincidências”.
Não espere ser solicitado, preste um favor.
Lembre-se de um caso.
Converse sério ou fiado.
Conte uma piada. Ache graça.
Ajude a resolver um problema.
Pergunte: Como vai? Como tem passado? Que tem feito de bom?
Que há de novo? E preste atenção!
Sugira um passeio, um bom livro, um bom filme ou mesmo um programa de televisão.
Diga de vez em quando, desculpe, muito obrigado, não tem importância, que se há de fazer, dá-se um jeito.
Tente, de alguma maneira.
E não se espante se a pessoa mais feliz for VOCÊ.
Aproxime-se sem cerimônia.Dê um pouco de calor, do seu sentimento.
Assente-se bem perto e deixe ficar algum tempo ou muito tempo.
Não conte o tempo de se dar.
Aprenda a burlar a superficialidade.
Sonhe o sonho, sem duvidar.
Deixe o sorriso acontecer.
Liberte um imenso sorriso.
Rasgue o preconceito.
Olhe nos olhos.
Aponte um defeito, com jeito.
Respeite uma lágrima.
Ouça uma história ou muitas, com atenção e sem criticar ou investigar.
Escreva uma carta e mande.
Irradie simplicidade, simpatia, energia.
Num toque de três dedos, observe as “coincidências”.
Não espere ser solicitado, preste um favor.
Lembre-se de um caso.
Converse sério ou fiado.
Conte uma piada. Ache graça.
Ajude a resolver um problema.
Pergunte: Como vai? Como tem passado? Que tem feito de bom?
Que há de novo? E preste atenção!
Sugira um passeio, um bom livro, um bom filme ou mesmo um programa de televisão.
Diga de vez em quando, desculpe, muito obrigado, não tem importância, que se há de fazer, dá-se um jeito.
Tente, de alguma maneira.
E não se espante se a pessoa mais feliz for VOCÊ.
Jesus acende a luz!
O Dr.Caboclinho resolveu tirar umas férias e a Drª Risadinha ficou sem companheiro, mas quem tem amigos, tem tudo. Ah, o especial é que se trata de uma palhaça lindona, a Drª Cacatua, amiga que mora no coração da Risadinha e do Caboclinho.
Nos esforçamos, mas com uma exceção ou outra a noite de hoje foi muito difícil. Atendemos exatamente metade dos pacientes do que o normal, pois haviam várias restrições que nos impediram de entrar nos quartos.
Drª Cacatua e Drª Risadinha: - Jesus apaga a luz.
Tem horas que a melhor saída é zarpar, raspar fora etc...e, hoje, foi com certeza um desses momentos.
Mas nos surpreendemos com a receptividade de todos os funcionários. Não que eles não sejam receptivos, na verdade são maravilhosos, mas acredito que o clima pesado tenha nos aproximado ainda mais. Afinal, precisamos nos apoiar. Hoje, quem precisava de um empurrão éramos nós.
Quando entramos nos elevador encontramos uma paciente na cadeira de rodas já de alta. Ebaaaa você vai embora? Vou, mas queria ficar mais. Adoro ficar no hospital. Eehehe...quem vai entender esse povo.
Eu e minha querida companheira fomos embora um pouco mais animadas...sabendo que Jesus acenderá as luzes daqueles corredores para os próximos atendimentos.
Glossário: Jesus apaga a luz = não ter vontade de enfrentar a situação complicada. Pedir intervenção divina. Paralisar o tempo para que se encontre uma saída.
Jesus acende a luz = que Jesus dê uma luz para solucionar aquele problema
Zarpar = ir embora quando o bom senso gritar
Raspar fora = idem a zarpar
Vocabulário aprendido com meu querido amigo Pedro. O significado foi inventado por mim, mas é bem próximo da realidade rsrs.
Nos esforçamos, mas com uma exceção ou outra a noite de hoje foi muito difícil. Atendemos exatamente metade dos pacientes do que o normal, pois haviam várias restrições que nos impediram de entrar nos quartos.
Drª Cacatua e Drª Risadinha: - Jesus apaga a luz.
Tem horas que a melhor saída é zarpar, raspar fora etc...e, hoje, foi com certeza um desses momentos.
Mas nos surpreendemos com a receptividade de todos os funcionários. Não que eles não sejam receptivos, na verdade são maravilhosos, mas acredito que o clima pesado tenha nos aproximado ainda mais. Afinal, precisamos nos apoiar. Hoje, quem precisava de um empurrão éramos nós.
Quando entramos nos elevador encontramos uma paciente na cadeira de rodas já de alta. Ebaaaa você vai embora? Vou, mas queria ficar mais. Adoro ficar no hospital. Eehehe...quem vai entender esse povo.
Eu e minha querida companheira fomos embora um pouco mais animadas...sabendo que Jesus acenderá as luzes daqueles corredores para os próximos atendimentos.
Glossário: Jesus apaga a luz = não ter vontade de enfrentar a situação complicada. Pedir intervenção divina. Paralisar o tempo para que se encontre uma saída.
Jesus acende a luz = que Jesus dê uma luz para solucionar aquele problema
Zarpar = ir embora quando o bom senso gritar
Raspar fora = idem a zarpar
Vocabulário aprendido com meu querido amigo Pedro. O significado foi inventado por mim, mas é bem próximo da realidade rsrs.
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