Esse blog foi criado para divulgar o trabalho do Canto Cidadão, Organização Não Governamental (ONG), da qual a Drª Risadinha Risolina é voluntária. Nesta página você lerá textos que expressam as experiências que tenho vivido.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Noite de Natal

Estou muito atrasadaaaaaa, mas é preciso relatar que era 26 de dezembro e o pai de Iuri aguardava ansioso por seu nascimento. Não pudemos esperar, mas deixamos a energia positiva e votos de felicidade.
Ao entrarmos na clínica encontramos a dupla dinâmica: Almir e Élio. Eles passaram o natal em casa. Voltaram no mesmo horário hoje e por força do destino continuam a ser companheiros de quarto.
Seu Oscar tem 10 filhos. Ele passou mal na véspera de natal e os filhos se revezavam para não deixa-lo por nenhum momento sozinho. Pelo jeito valeu a pena ter sonhado junto com a esposa com o time de futebol. Ah, como lembrou o Dr. Caboclinho o time está completo, pois seu Oscar sempre jogou no gol.
No outro quarto Marilene nos mostra tudo o que recebeu no natal: fotos da família inteira, bombons, flores e cartão do namorado e fez questão de nos mostrar cada detalhe, cada foto. Os filhos e netos passaram o natal com ela no hospital.
Infelizmente nem todos contam com tamanho carinho. Alguns pacientes passaram a noite de Natal no hospital e não receberam sequer uma visita.
Seu Dário teve um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou muito feliz e emocionado em nos ver.

Dário: Obrigada por estarem aqui.

Dr. Caboclinho: Nós que agradecemos por sua companhia e garra.


DrªRisadinha:
A gente nunca se esquece dos amigos.
E o querido Dário sorriu ainda mais.

No outro quarto Paulo, de 70 anos, também passou o natal no hospital.
Morador da baixada santista, nos contou que em sua juventude adorava sair correndo e pegar um onda numa sonrisal (uma tábua redonda de madeira, usada entre as décadas de 60 e 80). Lógico que não podia perder a oportunidade:
- Mas você ainda é tão jovem. Topa pegar uma onda? É só combinar que apareço na praia.

Para finalizar o plantão de hoje, descobrimos que um dos seguranças está apaixonado e os amigos da onça que ele tem nos ajudaram a cantar:
É o amor que mexe com minha cabeça e me deixa assim. Aposto que vocês não agüentam mais essa música. Mas como eu amo vão ter que agüentar. É o amor ... kkkk

Todos os relatos são baseados em fatos reais, porém, os nomes dos personagens são fictícios para preservar sua identidade.

3 comentários:

Taty disse...

Eu já fiquei internada e sei como é difícil essa situação. A família é mto importante nesses momentos. Fico imaginando como deve ser duro ficar lá e ninguém visitar...é por isso que admiro tanto o trabalho que vc e o seu irmão (e mais um monte de gente) faz.

bjus

Taty disse...

alo alo...

kd vc???

Lídice disse...

BOA NOITE, MEUS AMORES!!!!

PARABÉNS PELA INICIATIVA!!!!

M A R A V I L H A!!!!

LINDAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS QUE NUNCA SERÃO ESQUECIDAS E NINGUÉM NESSE MUNDO IRÁ TIRAR DE VOCÊS.

ME EMOCIONEI....SNIFF...SNIFF... BUÁÁÁÁÁAAAA....

OBRIGADA POR NOS DEIXAR COMPARTILHAR DESSAS EMOÇÕES...

BJÃO ENORME A VOCÊ E AO DR. CABOCLINHO

LÍDICE
Dra. Curieti