Esse blog foi criado para divulgar o trabalho do Canto Cidadão, Organização Não Governamental (ONG), da qual a Drª Risadinha Risolina é voluntária. Nesta página você lerá textos que expressam as experiências que tenho vivido.



quarta-feira, 14 de abril de 2010

No pé do Dr.Caboclinho

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade

Nem bem começamos o dia e o Dr.Caboclinho foi logo fazendo amizade com a Ana, bebê de um ano e meio, que andava serelepe na sala de espera. Nossa, foi difícil deixar o local. A Ana abriu o bocão buáááááááááá, pois queria ir atrás do Caboclinho, que saiu com o coração partido, mas precisava continuar com o atendimento.
Depois, conhecemos Samuel que encasquetou: Caboclinho deveria se chamar Paulo.
Dr. Caboclinho: - Não, meu nome é Caboclinho
Samuel: - Mas você tem cara de Paulo. Não é possível. Você deveria se chamar Paulo
Dr. Caboclinho: - Então tá. Pode me chamar do que quiser
Que bom! Finalmente chegaram a um consenso para começarmos a cantarolar uma das músicas preferidas de Samuel.

Caminhoneiro
Roberto Carlos (Composição: Roberto Carlos/Erasmo Carlos)

Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais

Porque eu penso nela no caminho
Imagino seu carinho
E todo o bem que ela me faz

A saudade então aperta o peito
Ligo o rádio e dou um jeito
De espantar a solidão

Se é de dia eu ando mais veloz
E à noite todos os faróis
Iluminando a escuridão

Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela

Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela

Já rodei o meu país inteiro
E como bom caminhoneiro
Peguei chuva e cerração

Quando chove o limpador desliza
Vai e vem o pára-brisa
Bate igual meu coração

Doido pelo doce do seu beijo
Olho cheio de desejo
Seu retrato no painel

É no acostamento dos seus braços
Que eu desligo meu cansaço
E me abasteço desse mel

Eu sei
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela

Eu sei
Todo dia nessa estrada
No volante eu penso nela
Já pintei no pára-choque
Um coração e o nome dela

Todo dia quando eu pego a estrada
Quase sempre é madrugada
E o meu amor aumenta mais

Olho o horizonte e vou em frente
Tô com Deus e tô contente
O meu caminho eu sigo em paz

quinta-feira, 11 de março de 2010

Escolhas

Estive refletindo essa semana sobre o poder de nossas escolhas. Esses pensamentos que a gente tem de tempos em tempos. É interessante imaginar que o minuto seguinte de nossa existência, na maior parte das vezes, é o resultado de nossas decisões ou omissões. Isso serve para qualquer área da vida: profissional, afetiva, social.

Por mais que seja difícil admitir, somos responsáveis por nossos atos, não importa se resultará em erro ou acerto. Temos que, irremediavelmente, amargar a derrota ou saborear a vitória. Mas de tudo sempre é possível tirar lições.

A vida é movimento. Fecha-se um ciclo, começa-se outro. Tudo é aprendizado e a gente fica mais forte e, o melhor, com mais experiência.

Há um autor que gosto muito, Richard Bach, que disse o seguinte: “Coisas ruins não são o pior que pode nos acontecer. O que de pior pode nos acontecer é NADA. Uma vida fácil nada nos ensina. No fim, é o que aprendemos o que importa: o que aprendemos e como nos desenvolvemos.”

Pense antes de agir, pois toda ação traz consigo uma conseqüência. Porém, não se cobre pelas escolhas que talvez tenham soado erradas. Afinal, é preciso tentar ser feliz a cada dia. Na próxima quem sabe a gente faz a escolha certa. (Havolene Valinhos)

terça-feira, 9 de março de 2010

Cantarolando


*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade

Faz mais de 20 anos que Alberto, 62, evita cantar músicas que não são cristãs por conta de sua religião. Mas nos contou que quando tinha lá seus 20 e poucos anos amava uma moda de viola. Inclusive, formou dupla com um amigo e se apresentou várias vezes em festas no interior. Apesar de não cantar por anos a fio e afirmar nem lembrar mais das letras, Alberto disse que poderíamos cantar à vontade.
No leito ao lado, seu Dorival está beirando os 80 anos. Disse que precisa da ajuda de um andador para se locomover. Quando perguntamos se ele gostava de cantar nos revelou que considera uma das melhores coisas para se fazer na vida.
Por fim, entramos num consenso e começamos a cantar. Como não somos bobos, adoramos um acompanhamento e seu Dorival logo começou a cantarolar baixinho, fazendo um esforço.
E, para surpresa de todos, de repente Alberto passou a fazer a primeira voz. Ficamos estupefatos. Realmente ele sabia cantar e com tamanha afinação, adjetivo que passa bem longe de nós (risos). Para quem afirmara há pouco que não se lembrava de letra alguma, Alberto cantou várias músicas que nem conhecíamos, mas admito que eram lindas. Imaginem a festa naquele quarto. Foi uma magia só, parecia que o tempo tinha parado naquele instante e só se ouviam as duas vozes: de Alberto e seu Dorival, extasiado com a descoberta do amigo cantor.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

O retorno



*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade


Nosso primeiro atendimento in loco do ano foi bem interessante e diferente.Isso porque conhecemos e atuamos com duas doutoras muito bacanas: a Dra. CapeLI LIagui e Dra. Caraxué Conchiglione.Gostamos muito de conhecê-las e desejamos que nunca percam o sorriso e o brilho nos olhos ao realizar esse trabalho. Beijos!
Agora vamos ao post do dia:

Conhecemos Nestor que nasceu na cidade de Palmeiras.

Doutores:
Seu Nestor quem nasce lá é o que?

Nestor: Palmeirense

Doutores:E os corinthianos?

Nestor: Não há. Lá só existem palmeirenses (risos).

Parece que o Corinthians não estava mesmo muito em alta nesse domingo. O palmeirense do quarto ao lado já foi provocando o corinthiano vizinho.

Corinthiano: O coringão vai ficar invicto esse ano.

Palmeirense: Vai mesmo. O Corinthians não vai ganhar nenhuma kkkk.

No outro quarto, dona Sandra nos conta que vive sonolenta. Por isso, apesar de gostar de conversar bastante e conhecer pessoas novas tem dormido no ponto, literalmente.

Dona Sandra:
Começo a conversar e, de repente, caio no sono. Aí acordo no sobressalto e a pessoa que estava conversando já fora embora há tempos (risos).

E o Fábio que saiu do hospital e começou a pular de alegria na rua quando sua filha nasceu.

Ah, já ia me esquecendo da Ana que fez o enxoval completo para o Joel. Tudo perfeito: roupas, berço, quarto etc e tal ... tudo azul. O detalhe é que na madrugada de hoje quem nasceu foi a...ela ainda não tem nome. A mãe ainda estava se recuperando do susto.

Ana: A enfermeira me disse que a menina era linda. Mas era para ser menino.

Enfermeira: É, mas é uma menina

Agora, a mamãe está à procura de um nome para o presente. Alguém aí tem alguma sugestão?