Esse blog foi criado para divulgar o trabalho do Canto Cidadão, Organização Não Governamental (ONG), da qual a Drª Risadinha Risolina é voluntária. Nesta página você lerá textos que expressam as experiências que tenho vivido.



sábado, 28 de novembro de 2015

Falando sobre ser Doutora Cidadã


Escrevi esse depoimento a pedido de alguns alunos do ensino fundamental de uma escola estadual de São Mateus (zona leste). O grupo de estudantes fez um trabalho sobre voluntariado em hospitais. Fiquei muito feliz em poder contribuir de alguma forma. Obrigada pessoal.


Meu nome é Havolene Valinhos, tenho 31 anos, sou jornalista e voluntária na ONG Canto Cidadão desde 2007. O foco dessa organização é o atendimento ao público adulto internado em hospitais. Atuo como amenizadora hospitalar no hospital estadual Mário Covas, em Santo André, nas clínicas médicas, oncologia, infectologia e banco de sangue. Eventualmente, atendo também em outros setores, como UTI e pediatria, sempre que somos chamados por familiares ou funcionários. Vale lembrar que esse hospital é um dos 42 locais, centros de saúde, que os voluntários da ONG trabalham.
Basicamente, a minha atividade voluntária é estar a cada 15 dias, pelo período de três horas, fazendo visitas aos pacientes, familiares e funcionários que estão no ambiente hospitalar. Já atuei sozinha, em dupla e em grupo, tudo depende da disponibilidade de cada parceiro. Tenho até um irmão, Hudson Valinhos, que também é voluntário, o doutor Caboclinho Lasanha. Iniciamos o trabalho juntos, atuamos muito tempo em parceria, mas, por causa das agendas pessoais, hoje atuamos em dias diferentes, o que pode mudar no futuro.
Para atuar me caracterizo de "palhaça" e passo a ser a Doutora Cidadã Risadinha Risolina. O objetivo nem é tanto o riso, embora o nosso lema seja "O seu sorriso é minha alegria", mas a escuta e a interação com todos que encontrarmos. O nariz vermelho é um mecanismo para poder me apresentar, a porta de entrada, em um ambiente tenso e em momentos quase sempre delicados nos quais vive cada pessoa atendida.

A ideia principal é amenizar a situação, desanuviar a tristeza e mostrar que é possível ter perspectivas fora do hospital. Costumo dizer que o paciente está em um spa, tirando férias ou em um hotel cinco estrelas, mas nada é melhor que a casa da gente. Contudo, reforço a necessidade dele priorizar o seu tratamento e ali é o local ideal para tanto.

Cada voluntário é livre para montar seu "script", a forma de atuação, de lidar com os pacientes e os demais. Quase ninguém é ator, é tudo improvisado.
Particularmente, antes de iniciar o trabalho, faço minhas orações na capela do hospital e peço uma direção espiritual. A partir daí, tomo o cuidado de observar o quadro geral de cada quarto que, geralmente, tem três pacientes. Ainda temos que ter jogo de cintura para lidar com imprevistos como uma pessoa que faleceu há pouco tempo e o vizinho do quarto presenciou tudo.
Sabemos do que aconteceu, mas temos que agir normalmente e continuamos conversando com o paciente e seus acompanhantes.

Mas também lembro de muitos dias alegres em que cantei e dancei para os pacientes, dos acompanhantes e pacientes que se esquecem em 30 segundos que estão falando com um palhaço e abrem o coração. São pessoas como nós que trabalhavam, estudavam, cuidavam da casa e dos filhos e, de repente, tudo foi interrompido pela doença.

A proposta é fazer com que eles sintam-se, mesmo que por alguns minutos, revigorados. A lição que aprendo é que, por vezes, os pacientes estão mais animados e esperançosos do que nós do lado de cá, que vivemos no piloto automático e esquecemos muitas vezes de viver o momento presente, de curtir a família, de falar e de demonstrar aos mais caros o quanto são caríssimos, amados e essenciais para as nossas vidas.

Nesses oitos anos de trabalho voluntário, já tive muitas experiências que geraram emoções diversas: alegria, tristeza, impotência e por aí vai, mas posso afirmar que foram todas extraordinárias. Recomendo e incentivo as pessoas a trabalharem voluntariamente. Tenho certeza de que a gente ganha muito mais do que doa.

Poderia ficar falando disso por inúmeras linhas ainda, todavia acho que seria redundante. Amar o próximo como a si mesmo resume qualquer explicação.

A doutora tem um blog que está sendo atualizado. www.doutorarisadinha.blogspot.com

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A filha de dona Maria

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade


A filha de dona Maria, Fabiana, me fez pensar uma vez mais em nosso estado de finitude. Ela se culpava pela mãe estar hospitalizada. Eu dizia para que não fizesse isso, pois sabia que havia feito o seu melhor como filha, que ainda por cima era única. No entanto, Fabiana não se convenceu e desandou a falar. Ali era momento de eu apenas emprestar meus ouvidos.

“É nessas horas que a percebemos realmente que não somos nada. Dinheiro não é tudo. Nunca faltou nada material para a minha mãe. Comprei roupa e sapato, mas faltou estar mais presente, sabe? Trabalhei demais. Hoje, não faz sentido ela calçar sapato novo ou bonito. No fim, tudo isso é passageiro, é pura vaidade. A gente acaba se iludindo com a correria da vida. Se tenho R$ 1.000 no banco, quero outros R$ 1.000. Se tenho um carro, quero outro; se é casa então a gente se mata até comprar outra.”

Essa conversa não durou mais que cinco minutos, mas nem preciso dizer que foi profunda e de enorme aprendizado.

Eu, diante daquela cena, apesar da culpa que Fabiana insistia em carregar só consegui enxergar uma filha zelosa e amorosa. Me despedi.

E Fabiana no ouvido de dona Maria disse: “Mãe, a moça que veio te ver está indo embora, tá bom?”
Tchau dona Maria. Parabéns por sua linda filha

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Ah...ele não é de nada

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade



O Eduardo está internado há mais de um mês. Conversando com a Cássia, a mulher dele, soube que ela não sai do lado do Eduardo por nada. No início, ele estava na defensiva, mas logo abaixou a guarda. Lógico, disse que ele era um mala sem alça. Afinal, a Cássia já tinha me contado que ele era metido a machão. Aí, não me contive e comecei a cantar...

Sempre diz
Que é do tipo Cara Valente
Mas veja só
A gente sabe...

Esse humor
É coisa de um rapaz
Que sem ter proteção
Foi se esconder atrás
Da cara de vilão
Então, não faz assim rapaz
Não bota esse cartaz
A gente não cai não...

Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver na pior
Ê! Ê!
Ele não é de nada
Oiá!!!
Essa cara amarrada
É só!
Um jeito de viver
Nesse mundo de mágoas...

(Cara Valente - Maria Rita)


A cantoria foi muito boa, embora eu seja uma taquara rachada. Cássia reclamou que o Eduardo não abre a boca o dia inteiro.

Porém, depois dessa conversa, o rapaz desatou a falar. Chegou até a dizer que estava mais aliviado. Meu querido, trocar ideias faz bem, obrigada.

Disse que esse só tinha cara de valentão... hahahaha

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

É hora de cantar

Hoje, a Drª Risadinha conheceu muita gente bacana, mas isso nem é mais novidade. Por isso, vou deixar aqui uma música lembrada pelo Lúcio, que está no SPA do hospital há um tempinho. Ele cantou para nós. Aliás, o Lúcio adora um karaokê. Fiquei até com vontade de ir cantar por aí...sem vergonha de ser feliz (rs).
Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom...
Do alto, coração
Mais alto, coração...


Sonho de Ícaro
Byafra

Voar, voar
Subir, subir
Ir por onde for
Descer até o céu cair
Ou mudar de cor
Anjos de gás
Asas de ilusão
E um sonho audaz
Feito um balão...
No ar, no ar
Eu sou assim
Brilho do farol
Além do mais
Amargo fim
Simplesmente sol...
Rock do bom
Ou quem sabe jaz
Som sobre som
Bem mais, bem mais...
O que sai de mim
Vem do prazer
De querer sentir
O que eu não posso ter
O que faz de mim
Ser o que sou
É gostar de ir
Por onde, ninguém for...
Do alto coração
Mais alto coração...
Viver, viver
E não fingir
Esconder no olhar
Pedir não mais
Que permitir
Jogos de azar
Fauno lunar
Sombras no porão
E um show vulgar
Todo verão...
Fugir meu bem
Pra ser feliz
Só no pólo sul
Não vou mudar
Do meu país
Nem vestir azul...
Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom...
Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim...
Do alto, coração
Mais alto, coração...
Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom...
Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim...
Do alto, o coração
Mais alto, o coração...

http://letras.mus.br/biafra/44571/#selecoes/45640/

sábado, 6 de abril de 2013

Almas brilhantes

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade

Hoje, conhecemos mais algumas almas brilhantes...

Marta estava empolgada. Quis tirar até foto com nariz de palhaço. Foi inevitável começar o coro:

Ela não anda, ela desfila
Ela é top, capa de revista
É a mais mais, ela arrasa no look
Tira foto no espelho pra postar no facebook
(Ela é top) Mc Bola


E na procura por outra canção, Marta, de repente, soltou o vozeirão. Ah, como gostaria que vocês estivessem lá para presenciar essa cena. Até a enfermagem correu para ouvi-la cantar:



É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
vontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo
Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo
Pensar em Você (Chico César)


E para encerrar, o dia estava lindo. O sol irradiava lá fora e o portuga, nosso truta (rs), seu Pascoal, convidou o colega do leito ao lado para soltar pipa.

- Chamei o Genival para soltar uns papagaios lá fora pois pois.

Drª Risadinha: - Isso aí seu Pascoal. O vento está ótimo para uma boa papagaiada.



Cara de poucos amigos

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade

No início do atendimento tivemos um lindo encontro com quatro pequenos que aguardavam para serem operados. Apesar das carinhas de apreensão das mamães, tenho certeza de que tudo deu certo.

Além desse momento, foram sucessões de belas surpresas e desafios. Isso porque encontramos também vários rostos de desalento. Essa é sempre a hora da verdade. Arrancar um risinho no canto da boca é o nosso maior prêmio.

Encontramos com Xavier no corredor e a cara dele não era de amigos, menos ainda de muitos. Respondeu asperamente quando fiz uma brincadeira. Eu saí pela tangente.

Mais tarde, quando entramos em seu quarto, ele se mantinha irredutível, mas, de repente eis que Lúcio (colega de quarto) nos dá aquela forcinha.

Dr Caboclinho: - O senhor está ligando para a namorada?
Lúcio: Ele está apaixonado.
Seu Xavier: Eu? E você que fica aí sonhando e chamando pelo nome da sua.

Todos nós caímos na gargalhada. Detalhe: Lúcio estava fazendo inalação e não sabia se ria ou se utilizava o aparelho.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Chances para ser voluntário

O Canto Cidadão abriu inscrições para novos voluntários. O melhor é que é possível atuar em diversas áreas. Garanto que vale muito a pena participar e trabalhar por essa causa.


Seja um voluntário:

Canto Coral em hospitais e asilos, Teatro em hospitais e asilos, Arrecadação feira APAS, Professor de inglês nível básico, Doutores Cidadãos, entre outros.

Mais informações:


http://www.cantocidadao.org.br/home.php

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Lasanha e doação de sangue? Algo em comum?

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade


Entramos em um quarto e vimos Miranda de pé, carregando seu soro. Ela é falante feito uma matraca e, lógico, estava conversando com a amiga da cama ao lado. O companheirismo dessa galera é demais.
Enfim, a Miranda diz que é cozinheira de mão cheia. “Sou quase uma mama italiana”, gaba-se. Ela até prometeu fazer uma lasanha para o Dr. Caboclinho Lasanha. “Nossa, que fome ...é quase hora do almoço. A senhora está judiando da gente”, reclamou o doutor.
“Se passarem em frente à minha casa em um dia de domingo, lá pela hora do almoço, quando ajunta filho, neto e bisneto, vão pensar que estamos brigando. Que nada, é que falamos bem alto e muito (rs). Ainda bem que os vizinhos já se acostumaram”, diz aliviada.

Porém quem não via mesmo a hora de comer um lanchinho era a galera que aguardava na sala para a doação de sangue. Ficamos felizes com a quantidade de pessoas que se apresentaram como voluntários. Só faltou você, que está lendo este post. O que está esperando? É fácil e rápido. Você ajuda a salvar vidas e ainda ganha um lanchinho de brinde. Melhor que isso é esperar a dona Miranda nos convidar para comer lasanha na casa dela. Quem sabe fazendo a doação, ela, como uma boa mama, não o convide também. Outra opção é passar em frente à sua casa e com a maior cara de pau dizer. "Vim me certificar de que não há briga por aqui."

Humm...já estou até sonhando com a lasanha!!

É hora da folia

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade O Carnaval acabou há alguns dias, mas o quarto de Raquel ainda está enfeitado. A alegria da festa também ainda reina ali. Não era para menos. Afinal, Raquel é o alto astral em pessoa. Foi logo apontando os dedinhos para o céu, enquanto a gente comentava sobre as festas carnavalescas. Perguntei baixinho, no ouvido de sua filha, qual era a música que ela mais gostava. “Ah, não sei, mas ela não vai acompanhar”, referindo-se talvez à dificuldade de respiração, pois ela utilizava uma máscara. Começamos a cantar: “Olha a cabeleira do Zezé... será que ele é...” “Mamãe eu quero...” E, de repente, Raquel cantarola... “Mamãe eu quero mamar, dá a chupeta, dá a chupeta ...” A filha dela se surpreendeu. Então, você pode imaginar o tamanho da farra naquele momento.

Contos de Fadas

E se o mundo fosse todo mais azul? Se os cabelos fossem laranja e lilás? O mundo seria lindo e você capaz de acreditar que o riso não morreu. O melhor palhaço ainda não nasceu, e o mundo da fantasia seria real, brincando toda a alegria lá no seu quintal Contos de fadas, magias aladas seriam reais pra você. Laçaria o arco-íris na lua, espalhando na rua, as cores do amanhecer...
Letra e música: CILENE POLA Uma homenagem dos Doutores Cidadãos turma 15 - Julho 2007

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Sou feliz por isso estou aqui

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade
Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante...esse foi um dos sons que cantamos com o Carlos e o Gaspar. No outro quarto, seu Roberto perguntou se era eu quem estava puxando aquela cantoria bonita rs. Respondi que estava ali cantarolando com uns amigos. Seu Roberto acompanhava dona Cecília, com a qual é casado há nada menos que 58 anos. Ele conversava comigo enquanto segurava a mão dela, que respondia apenas o básico por conta das fortes dores. Me contaram a vida em comum, sobre os filhos, netos e bisnetos. Deixei com ele um coração de cartolina para que desse a dona Cecília. Ele se emocionou e eu sai de mansinho. Na sequência encontrei outro casal maravilhoso. Luiza, super alto astral, cuidava do maridão José. Ah, e quando perguntei qual tipo de música ele gostava, se empolgou. - Todas do Balão Mágico. E aí imaginem que a cantoria rolou solta, nem parecia que estávamos no hospital Super fantástico amigo! Que bom estar contigo No nosso balão! Vamos voar novamente Cantar alegremente Mais uma canção Tantas crianças já sabem Que todas elas cabem No nosso balão Até quem tem mais idade Mas tem felicidade No seu coração Sou feliz por isso estou aqui Também quero viajar nesse balão Super fantástico, no balão mágico O mundo fica bem mais divertido Superfantásticamente! As músicas são asas da imaginação É como a flor e a semente Cantar que faz a gente Viver a emoção

domingo, 16 de setembro de 2012

A Drª Risadinha voltou...

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade Mais de um ano depois já era hora da Drª Risadinha pegar no batente. E vocês não imaginam a alegria de reencontrar tantos amigos, entre funcionários do hospital, acompanhantes e pacientes. Foi difícil segurar as lágrimas a cada atendimento na UTI. Depois de uma temporada de férias, a Drª Risadinha revelou-se um pouco mais sensível do que o normal. O jeito foi segurar o rojão e sorrir diante de tanto amor demonstrado, como os pais que não desgrudam dos filhos e esquecem até de comer. - Oh, seu João...o senhor precisa se alimentar. Senão, quem vai cuidar do Lucas?! - adverte um enfermeiro. Já em outra clínica, o problema de Maria Estela era a ‘fome’. - Pelo amor de Deus me dê comida de verdade. Aqui só tem essa sopa ralinha. Estou aqui deitada para economizar energia. Tô tão fraquinha. O bom humor dela era contagiante e nos lembra o valor de saborear cada coisa. - Gente, eu fico sonhando com o gosto dos doces. Imagina um doce de banana agora. Que delícia! Hummmm! ...dizia Maria Estela com um jeito de moleca rindo da própria situação. E parece que o tema comida estava em alta hoje. Chegamos no quarto do José na hora do almoço e não é que papo vai, papo vem...o Manoel, seu companheiro de quarto se distraiu na prosa... José: - Oh Manoel! Essa não é a minha comida?! Manoel: - Ops, desculpa aí...é mesmo Por vezes nos esquecemos que são eles que estão passando por um momento tão delicado da vida, tamanha a força e sabedoria desses guerreiros. Obrigada pela oportunidade de conhecê-los meus amigos!

sábado, 3 de setembro de 2011

Vida que surpreende


Comunico oficialmente que por um tempo não estarei atuando. Mas prometo que conforme meus amigos cederem seus relatos de atuação...postarei aqui no blog. O post a seguir foi escrito por um amigão, o Dr Bigodinho de Anjo. Dias atrás, ele e o outro grande amigo, o Dr. Papaiolli, atuaram na ala de psiquiatria. Vale a pena ler. A vida é mesmo surpreendente.

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade

"Quando pensamos que pessoas que estão nessa ala estão quase ou no fundo do poço, trancafiadas com chaves nas portas, cercadas por grade por todos os lados e que poucas pessoas querem estar compartilhando um pouco de carinho com elas porque as tomam como loucas, é aí que acabamos nos surpreendendo.

Exemplo foi dado aos doutores Papaiolli e Bigodinho de Anjo quando abordaram a senhorita Mariana: uma paciente jovem, muito bonita, no auge dos seus 30 anos. Ela tinha o olhar fixo diante do quadriculado das grades que a cercavam sem nada ver pela frente.

E com o carinho e amor dado a ela naquela quase uma hora de conversa, coseguimos fazer com que se abrisse mais do que com a sua própria psiquiatra. Mariana nos relatou que conseguia enganar sua médica e nos contou histórias que a marcaram e fizeram chegar na depressão profunda que sentia.

Ouvimos coisas que nos assustaram como o envolvimento com drogas e atos ilegais. Ao mesmo tempo conseguimos tirar de dentro dela o que mais a incomodava: o sentimento de raiva de vingança, de destruição até mesmo da sua própria vida.

Este para nós foi um exemplo do que podemos fazer com o coração quando vamos atuar e ver que quando atuamos estamos sempre para alguém, na data, horario e local certos para que assim como neste caso, eu e o Papaiolli, pudéssemos naquele momento sermos alguém para esta pessoa e dar a quem nem conhecíamos, mas que estava precisando, o nosso ombro de aconchego e nossas palavras de carinho e conforto, até mesmo o enxugar de suas lágrimas com nossas luvas, lágrimas estas que ficarão marcadas eternamente dentro dos nossos corações.

Ao final de nossa conversa perguntei a Mariana o que ela estava vendo ao fixar seu olhar para o horizonte quando tínhamos a abordado. Ela nos respondeu que até o momento que tínhamos chegado não conseguia ver nada a não ser sentimento de raiva, de destruição e de vingança. Porém, depois de nossa conversa ela estava vendo a vida de uma forma totalmente diferente.

Fiz questão de relatar esse acontecimento para que todos (Doutores Cidadãos)possam ver e sentir a importância de uma atuação." (Dr. Bigodinho de Anjo)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Problemas no elevador

Preciso contar para vocês que conhecemos um amigo muito espuleta. Ele inventou de sentar no batente da janela do sobrado e simplesmente caiu. Graças a Deus que ele conta com um anjo da guarda retado e só teve alguns arranhões. Ufaaaaaaaaaaa!

No elevador encontrei um médico que iria assumir o plantão.

Drª Risadinha: - Dr, esse elevador está com problema.

Doutor: Sério?

Drª Risadinha: Lógico que é. Por que eu iria brincar com uma coisa dessas? Mas agora já foi.

Doutor: Mas qual é o problema?

Drª Risadinha: Só desce e sobe e sobe e desce kkk.

A Risadinha riu, mas o doutor não achou muito graça não rs e seguiu seu rumo.

Essa Risadinha...vou te contar!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O amor é lindo

*O relato a seguir é baseado em fatos reais, porém, os nomes das personagens são fictícios com o objetivo de preservar sua identidade

Adriano e Rafaela fizeram 13 anos de casamento no sábado e como somos muito românticos perguntamos logo qual era a música tema do casal. Lindos. Ouçam aí:

Foi Deus (Edson e Hudson)

Foi Deus

Que me entregou de presente você

Eu que sonhava um dia viver

Um grande amor assim

Foi Deus


Foi Deus

Numa oração que um dia eu pedi

Acorrentado em teus olhos me vi

Quando te vi pela primeira vez

Foi Deus

Que me entregou de presente você

No teu sorriso hoje eu quero viver

No teu abraço encontrei minha paz

Valeu

Ter esperado o tempo passar

Pra de uma vez meu amor entregar

E não sentir solidão nunca mais

Foi Deus

Numa oração que um dia eu pedi

Acorrentado em teus olhos me vi

Quando te vi pela primeira vez

Foi Deus

Que me entregou de presente você

No teu sorriso hoje eu quero viver

No teu abraço encontrei minha paz

Valeu

Ter esperado o tempo passar

Pra de uma vez meu amor entregar

E não sentir solidão nunca mais

Foi Deus

Que me entregou de presente você

No teu sorriso hoje eu quero viver

No teu abraço encontrei minha paz

Valeu

Ter esperado o tempo passar

Pra de uma vez meu amor entregar

E não sentir solidão nunca mais

Foi Deus

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Love is in the air

Sandra e Rafael se conheceram quando ainda eram adolescentes e até chegaram a ter um namorico. Mas a vida, hummmm... a vida ... acabaram se casando com outras pessoas. Porém, as famílias continuaram amigas porque o marido de Sandra trabalhava com Rafael. Anos mais tarde ela ficou viúva. Rafael continuou casado. Por sua vez, com o tempo Sandra começou a namorar e eles perderam o contato por anos. Eis que Rafael se separou e começou a rodear a Sandra. E pelo sim, pelo não...os dois estão casados há alguns aninhos.

Dr Caboclinho e Drª Risadinha: - É, realmente, vocês não poderiam ficar separados, pois o mesmo raio não costuma cair no mesmo lugar tantas vezes.

O amor não pararia por aí ... neste dia ele estava mesmo no ar. Tivemos o prazer de conhecer um casal que está junto há 10 meses e outro há 53 anos. Mas, independente do tempo, o amor resplandece e paira nos corredores do hospital. O ponto comum nessas histórias é que o AMOR se revela no companheirismo, na cumplicidade, no afeto, sentimentos que só surgem de quem verdadeiramente AMA.

sábado, 9 de julho de 2011

Juntos para aquecer os corações


Não sei como está a temperatura nas outras cidades do País neste momento, mas quem mora em São Paulo tem sofrido com o frio dos últimos dias. Mesmo que seja difícil enfrentar essa friaca para sair de casa, ir trabalhar, etc...em algum momento você terá a oportunidade de se aconchegar naquele cobertor quentinho e dormir feliz. Agora, imagine quem não tem nem uma blusa para se proteger do frio.

Dia desses uma mãe de família passou aqui em casa pedindo roupa para ela e para os filhos. Nos contou que uma vela fora o suficiente para provocar um incêndio e fazer com que não sobrasse quase nada da casa. Fiquei impressionada com o fato de que apesar da situação, ela e as três crianças que a acompanhavam estarem sorrindo. Eu não pude ajudar muito, mas creio que fiz minha parte. A vizinha, por sua vez, a dela. Ao chegar no final da rua as crianças já estavam agasalhadas.

Há várias formas de fazer a sua parte também...uma delas é participar da campanha do agasalho. Mas dê o melhor, não doe qualquer coisa. Há postos de arrecadação espalhados em vários locais públicos como terminais de ônibus.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O poder do sorriso

O lema dos Doutores Cidadãos é: "A gente acredita no poder do sorriso." E não é que há até estudo desbravando o significado desse nosso grande amigo. Leia um pouco...

“É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada”.
William Shakespeare

Doutoras Cidadãs em atendimento

Miriam Gimenes

Dia-a-Dia Revista

O sorriso é contagiante. Em uma roda de amigos é fácil constatar essa realidade: basta um começar a gargalhar para que os demais não escondam a vontade de fazer o mesmo. E foi para verificar por que isso acontece que a antropóloga Miriam Goldemberg está realizando a pesquisa sobre a risada na cultura brasileira. A intenção? Verificar importância que homens e mulheres dão para o riso em suas vidas. E ambos apontam este ato como um grande aliado no momento da sedução.

A ideia surgiu após duas pesquisas feitas anteriormente as quais constataram que os sexos viam o bom humor de maneira diferente. Enquanto os homens diziam que este era um fator essencial para envelhecer bem, as mulheres apontavam que o importante, com o passar dos anos, era o uso de cremes, idas ao médico e proteção contra o sol – nem mencionavam o ato de sorrir. “Ao verificar essas diferenças de gênero, resolvi fazer uma pesquisa específica verificando o posicionamento masculino e feminino no entendimento do sorriso.”

A partir de então, mais especificamente em junho do ano passado, Miriam deu início ao trabalho. Entre as principais constatações – em 700 formulários aplicados – , estão: eles riem dos amigos e com os amigos, no trabalho, no bar, em situações diversas, principalmente nos jogos de futebol (84% dizem que riem muito). Já as mulheres riem menos porque se preocupam com a autoimagem, com a postura profissional, com o que os outros vão achar e também por terem menos oportunidades para rir (68% dizem que riem muito).

Em comum, aponta a antropóloga, é que ambos acreditam que o sorriso é um aliado para ter uma vida melhor porque embeleza, rejuvenesce e torna a rotina mais alegre e saudável e atrai, ao primeiro olhar, ambos os sexos. Tudo isso, para a especialista, é uma herança da cultura brasileira. “Eu diria que a nossa capacidade de sorrir mesmo em momentos de dificuldade, de achar lados positivos da vida, de procurar usufruir as pequenas alegrias, nos faz ter esta diferença de outros povos que têm muita dificuldade de fazê-lo.”

Miriam conseguiu constatar isso porque, em paralelo à analise das brasileiras, ela também está estudando as alemãs: em vários meses que passou no país não viu nenhuma mulher sorrindo. “A risada é, talvez, a mais importante forma de discurso dos brasileiros”, conclui, acrescentando que até a capacidade de rir de si mesmo é vista como importante pelos entrevistados.



domingo, 3 de julho de 2011

Vamos fazer um mundo melhor?

Vamos fazer um mundo melhor?


Faça sua parte para um mundo melhor. Pequenas atitudes fazem grandes mudanças!!!